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Porque se eu não compreender a vida, explica-me.
Porque se eu esquecer a ternura, lembre-me.
Porque Porque se eu não compreender a vida,explica-me.
Porque se eu esquecer a ternura,lembre-me.
Porque se eu me perder no caminho, mostra-me,
e se eu tiver pouco amor, salva-me com a poesia.
{Ita Portugal}
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sábado, 18 de abril de 2015

paulo leminski

Paulo Leminski

Paulo Leminski (1944 — 1989), nasceu em Curitiba, e foi um escritor, tradutor,

poeta, e professor brasileiro, e além de tudo era um lutador de judô faixa-preta.

Leminski tornou-se reconhecido por ter inventado seu próprio jeito para escrever poesias, fazendo trocadilhos ou brincando com ditados populares. Paulo Leminski foi também professor de História e de Redação em cursos pré-vestibulares, além de professor de judô.

Leminski teve poemas e textos publicados em diversas revistas, escreveu letras de músicas com uma grande influência de MPB (Música Popular Brasileira) chegando 
até a fazer pareceria com Caetano Veloso.

cecília meireles

Cecilia Meireles
Cecília Benevides de Carvalho Meireles nasceu no bairro da Tijuca, Rio de Janeiro, 
em 7 de novembro de 1901, filha dos açorianos Carlos Alberto de Carvalho Meireles, 
um funcionário de banco, e Matilde Benevides Meireles, uma professora. 
Cecília Meireles foi filha órfã criada por sua avó açoriana, D. Jacinta Garcia Benevides, natural da ilha de São Miguel. Aos nove anos, ela começou a escrever poesia. 
Frequentou a escola normal no Rio de Janeiro, entre os anos de 1913 a 1916 
estudou línguas, literatura, música, folclore e teoria educacional.

Em 1919, aos dezoito anos de idade, Cecília Meireles publicou seu primeiro livro 
de poesias, Espectros um conjunto de sonetos simbolistas. Embora vivesse sob a influência do Modernismo apresentava ainda, em sua obra, heranças do Simbolismo e técnicas do Classismo, Romantismo, Parnasianismo,
 Realismo e Surrealismo, razão pela qual a sua poesia é considerada atemporal.

No ano de 1922 casou com o artista plástico português Fernando Correira Dias,
com quem teve três filhas. Seu marido, que sofria de depressão aguda, suicidou-se 
em 1935. Voltou a se casar, no ano de 1940, quando se uniu ao professor e engenheiro agrônomo Heitor Vinícius da Silveira Grilo, falecido em 1972. Dentre as três filhas
que teve, a mais conhecida é Maria Fernanda que se tornou atriz.

Teve ainda importante atuação como jornalista com publicações diárias sobre 
problemas na educação, área à qual se manteve ligada, tendo fundado, em 1934, 
a primeira biblioteca infantil do Brasil. Observa-se ainda seu amplo reconhecimento 
na poesia infantil com textos como Leilão de Jardim, O Cavalinho Branco, Colar de Carolina, O mosquito escreve, Sonhos da menina, O menino azul e A pombinha da 
mata, entre outros. Com eles traz para a poesia infantil a musicalidade característica 
de sua poesia, explorando versos regulares, a combinação de diferentes metros, 
o verso livre, a aliteração a assonância e a rima. Os poemas infantis não ficam restritos 
à leitura infantil, permitindo diferentes níveis de leitura.

Cecília é considerada uma das maiores poetisas do Brasil, Raimundo Fagner 
gravou várias músicas tendo seus poemas como base.
A exemplo de "Canteiros", "Motivo", e tantos outros.

OBRAS:
Espectros, 1919
Criança, meu amor, 1923
Nunca mais, 1923
Poema dos Poemas, 1923
Baladas para El-Rei, 1925
O Espírito Vitorioso, 1929
Saudação à menina de Portugal, 1930
Batuque, samba e Macumba, 1933
A Festa das Letras, 1937
Viagem, 1939
Vaga Música, 1942
Poetas Novos de Portugal, 1944
Mar Absoluto, 1945
Rute e Alberto, 1945
Rui — Pequena História de uma Grande Vida, 1948
A Rosa, 1957
Obra Poética,1958
Metal Rosicler, 1960
Poemas de Israel, 1963
Antologia Poética, 1963
Solombra, 1963
Ou isto ou Aquilo, 1964
Escolha o Seu Sonho, 1964
Crônica Trovada da Cidade de San Sebastian do RJ, 1965
O Menino Atrasado, 1966
Poésie (versão francesa), 1967
Antologia Poética, 1968
Poemas Italianos, 1968
Poesias (Ou isto ou aquilo& inéditos), 1969
Flor de Poemas, 1972
Poesias Completas, 1973
Elegias, 1974
Flores e Canções, 1979
Poesia Completa, 1994
Obra em Prosa - 6 Volumes - Rio de Janeiro, 1998
Canção da Tarde no Campo, 2001
Poesia Completa, edição do centenário, 2001, 2 vols. (Org.: Antonio Carlos Secchin. RJ : Nova Fronteira)
Crônicas de educação, 2001, 5 vols. (Org.: Leodegário A. de Azevedo Filho. RJ: Nova Fronteira)
Episódio Humano, 2007
Retrato Natural, 1949
Problemas de Literatura Infantil, 1950
Amor em Leonoreta, 1952
Doze Noturnos de Holanda e o Aeronauta, 1952
Romanceiro da Inconfidência, 1953
Poemas Escritos na Índia, 1953
Batuque, 1953
Pequeno Oratório de Santa Clara, 1955
Pistoia, Cemitério Militar Brasileiro, 1955
Panorama Folclórico de Açores, 1955
Canções, 1956
Giroflê, Giroflá, 1956
Romance de Santa Cecília, 1957
A Bíblia na Literatura Brasileira, 1957

Uma obra bastante particular e pouco conhecida de Cecília Meireles é o infanto-juvenil Olhinhos de Gato. Baseado na vida de Cecília, conta sua infância depois que perdeu sua mãe Matilde Benevides Meireles e como foi criada por sua avó D. Jacinta Garcia Benevides (Boquinha de Doce, no livro)
PRÊMIOS:
Prêmio Machado de Assis (1965)
Sócia honorária do Real Gabinete Português de Leitura
Sócia honorária do Instituto Vasco da Gama (Goa)
Doutora "honoris causa" pela Universidade de Dehli (Índia)
Oficial da Ordem do Mérito - Chile

adélia prado

Adélia Prado
Adelia Prado, nasceu no interior de Minas em 1935.
Começou a escrever antes de começar o magistério.
Em sua arte se vê um misto de rebeldia e doçura feminina, um profundo sentimento humano e uma dicotomia entre os apelos do corpo e da elevação espiritual.

Principais obras:
1975- Bagagem.
1978- O Coração Disparado.
1979- Soltem os Cachorros.
1981- Cacos para um Vitral e Terra de Santa Cruz.
1984- Os Componentes da Banda.
1987- O Pelicano.
1988- A Faca no Peito.
1991- Poesia Reunida.
1994- O Homem da Mão Seca.
1996- Duas Horas da Tarde no Brasil.
1999- Oráculos de Maio e Manuscritos de Felipa.
2000- Estréia do monólogo Dona da Casa.
2005- Quero Minha Mãe.
2010- A duração do dia.

Fonte: pensador.uol.com

manoel de Barros

Manoel  Wenceslau Leite de Barros

Manoel Wenceslau Leite de Barros nasceu em Cuiabá (MT), em 1916. 
Ainda novo, foi morar em Corumbá (MS) e mais tarde iria para o Rio de Janeiro, 
para fazer a faculdade de Direito. Viajou pela Bolívia e Peru, morou em Nova York, 
captou em cada um dos lugares por onde passava um pouco da essência da liberdade, 
que aplicaria em suas poesias.

Apesar de ter publicado o primeiro livro em 1937, o “Poemas Concebidos Sem Pecado,"
o primeiro livro que escreveu acabou nas mãos de um policial. O jovem Manoel fez a pichação “Viva o comunismo”, em um monumento, e a polícia foi em busca do autor 
da ousadia. Para defendê-lo, a dona da pensão em que vivia disse ao policial que o “criminoso” em questão era autor de um livro. O policial pediu para ver e levou o livro. Chamava-se “Nossa Senhora de Minha Escuridão" e Manoel nunca o teve de volta.

Formou-se em Direito, em 1941, na cidade do Rio de Janeiro. 
E já no ano seguinte publicou “Face Imóvel” e em 1946, “Poesias.”

Na década de 1960 foi para Campo Grande (MS) e lá passou a viver como fazendeiro. Manoel consagrou-se como poeta nas décadas de 1980 e 1990, quando Millôr Fernandes publicava suas poesias nos maiores jornais do país.

Manoel é normalmente classificado na Geração de 45 da literatura. 
Trabalha bastante com a temática da natureza, mais especificamente, o Pantanal. 
Mistura estilos e aborda o tema regional com originalidade.

Outros livros do autor são: 
Compêndio para Uso dos Pássaros 1961
Gramática Expositiva do Chão 1969
Matéria de Poesia 1974
O Guardador de Águas 1989
Retrato do Artista Quando Coisa 1998
O Fazedor de Amanhecer 2001, entre outros.

Alguns dos prêmios que o autor recebeu: 
Prêmio Orlando Dantas 1960, 
Prêmio da Fundação Cultural do Distrito Federal 1969
Prêmio Nestlé 1997 
Prêmio Cecília Meireles (literatura/poesia) 1998.

Manoel de Barros morreu no dia 13 de novembro de 2014.

fonte: http://pensador.uol.com.br/